Olha que bacana, o projeto “The Real Deal” é financiado por uma Bolsa Individual para Artistas da cidade de San Antonio, no estado do Texas, nos Estados Unidos. E, antes de falar sobre esse magistral disco do The Noah Peterson Soul, temos que parabenizar essas iniciativas, pois a música sempre deve ser apoiada, seja pela iniciativa pública ou privada.

Talvez não fosse essas medidas, jamais iriamos ouvir um disco rico como este do The Noah Peterson Soul-Tet, que traz um som versátil e muito bem executado, transitando por diversos estilos e ainda mostrando música de qualidade, que dificilmente ouviríamos em gravadoras de massa.

Dita essa realidade, estamos diante de um trabalho do qual há muito tempo seu mentor queria colocar em prática. Nele Noah contou com Damian Rodriguez, baixista, co-produtor, engenheiro de gravação e mixagem, além de um dos principais parceiros, o organista Rick Hernández, que faz um trabalho primordial, que iremos falar mais nas próximas linhas.

Como dito, “The Real Deal” é um disco instrumental. O trabalho traz em seu contexto, músicas que transitam pelo jazz, soul, blues, funk e afins, numa versatilidade pouco vista. A condução melódica fica por conta de um saxofone, que é muito bem auxiliado por uma banda fenomenal.

Além dos destaques individuais, o disco traz em seu conjunto da obra uma produção primorosa. Orgânica, ela acaba dando a credibilidade necessária para que ouvimos tudo de uma forma da qual possamos identificar bem a proposta e cada instrumento. Outro fator é a dinâmica e objetividade, que faz com que o disco passe longe de ser maçante.

A faixa de abertura, “Biscuits and Gray”, é o primeiro destaque. A música já apresenta a virtuosidade do sax e ainda nos brinda com um dueto do famigerado órgão de Rick, que dá um show à parte. A cozinha inspirada no jazz é a cereja do bolo.

A balada “Your Love is Mine” está pronta para as pistas mais românticas e ainda traz um trabalho de uma sutileza impressionante. Enquanto isso “Slow and Dirty” deixaria Steve Wonder louco para inserir seu vozeirão e “Swing and a Miss” mostra aquela chance de um jingle dançante e bem-criado.

Tudo isso tem uma banda por trás onde a bateria é criativa e explorada de acordo com o que o som pede e as cordas discretas preenchem as lacunas. Pode ser que “The Real Deal” pareça incomum, mas que ele é divertido, isso não tenha dúvidas.

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