Desde seu início imediato, no que tange específica e estritamente o campo sonoro, a canção já vai envolvendo o ouvinte em um veludo fresco e ligeiramente swingado cheio de delicadeza. Mesmo ganhando um viés visual por meio da elucidação de imagens que despertam, uma interpretação gótica dos respectivos cenários, esses ingredientes de fragilidade e sutileza continuam imperando com notável folga.
Por meio de uma guitarra levemente acelerada em seu riff ondulante de afinação serena, a composição vai aderindo ao ecossistema noções breves de melancolia. No entanto, conforme o baixo vai se apresentando em sua postura saliente e encorpada ao lado de uma bateria de levada sincopada que lhe confere um viés sensual, a obra vai experimentando uma boa noção de fluidez.

Nesse ínterim, o vídeo vai evidenciando a imagem de uma mulher de feição delicada, mas olhos que exortam confiança. Essa personagem é vista colocando uma espécie de uniforme semelhante ao de esgrima como uma associação direta a um iminente embate. Essa batalha diz respeito a uma fusão entre presente e passado em meio a uma proposta interessantemente reflexiva do Delta Of Venus.
Isso acontece porque, em sua máxima essência, o roteiro do videoclipe de Disengaged b/w Slipping evidencia a figura de Joana D’Arc enquanto se reimagina o que teria acontecido se ela tivesse vivido para além de seus 19 anos. Aqui, portanto, a hipótese é que ela teria liderado um movimento de resistência feminina em pleno cenário modernista atual.
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