Quem tem acompanhado nossas páginas, sabe que Michellar é uma artista prolífica e que nunca se prende a um gênero ou subgênero específico, mas que conseguiu moldar sua identidade sonora com o tempo. Muitas vezes, essa talentosa compositora, musicista e cantora, sempre apresenta trabalhos com parcerias e na maioria dos casos como singles.

Michellar, nome artístico de Michelle Bond, em meio a esse talento e essa alma prolífica, primou sempre pela qualidade, mesmo apresentando trabalhos em quantidades consideráveis, o que acaba sendo uma façanha e tanto. Isso demonstra o quanto ela faz isso com o coração e, se tudo se acabasse hoje, ela já teria deixado um legado e tanto.

Mas, ainda bem que nada acabou e, para o deleite de gente como nós, que aprendeu a apreciar sua arte e a identifica-la de imediato, essa diva oriunda de São Francisco, na Califórnia, chega agora com um álbum, o que nos faz começar o ano mais do que felizes.

Trata-se de “REVERIE… FROM THEN TILL NOW”, que é o resultado das influências musicais e experiências pessoais de Michellar. Criada imersa nos sons folk de artistas como Peter, Paul and Mary, James Taylor e Carole King, a educação de Michellar em uma família amante da música lançou as bases para suas aspirações artísticas. O álbum reflete sua jornada de autodescoberta e empoderamento, com cada faixa servindo como um testemunho de sua resiliência e criatividade.

E o novo disco mantém toda essa metodologia de trabalho que a artista vem desenvolvendo desde 2023, ano em que ela acordou musicalmente de um hiato, depois de se dedicar ao paisagismo. Ou seja, o disco traz ela não se prendendo a um estilo somente e ainda trazendo diversas parcerias que só agregam ao seu trabalho. Inclusive algumas músicas foram singles que desfrutamos nestes últimos 3 anos.

“REVERIE… FROM THEN TILL NOW” traz 12 faixas que resume bem o que Michellar desenvolveu nesse período, além de mostrar o quanto ela soube manter tudo acima da média. Uma das coisas mais interessantes é o fato das faixas soarem diferente de quando ouvidas somente como singles, complementando a essência uma das outras, mesmo não se tratando de um disco tematicamente conceitual.

Com a sugestiva “Its Another Year”, o álbum começa com uma música do qual Michellar segue solo, mantendo sua essência no folk atemporal, com uma melodia bela e sua doce voz se impondo de uma forma que nos entrega paz logo de cara.

“Running Wild” é um country potente, que conta com a participação de Harrison Black, que dá todo o sentido a essa faixa enérgica, onde as guitarras não escondem sua origem primorosa do rock. De refrão dançante, a faixa é um contraponto interessante com sua antecessora.

“Intersection”, com  Tobias Wilson, chega na veia de um folk country de mais vanguarda, com bases de violão e um banjo tradicional dando um ‘approach’ aos arranjos. Tudo continuadamente de forma enérgica. Enquanto isso, “Promise” retorna com Michellar solo e brilhantemente, acompanhada por um arranjo orquestrado maravilhoso, transmitindo a paz que só ela sabe transmitir.

Eis que chega “September”, com participação de Helen Walford, uma das músicas mais encantadoras que Michellar compôs no ano que acabou de passar. Uma balada com piano e guitarra steel conduzindo as belas melodias, a música ainda nos privilegia com a linda voz de Helen.

Com Gracie Lou, “We Both Can Fall” mantém a essência dos belos arranjos e conquista o ouvinte com uma das levadas e melodias mais cativantes do disco. Enquanto isso as guitarras retornam em “Never Say Sorry”, um southern rock atemporal que prova que Michellar pode encaixar a sua voz em qualquer instrumental.

Com um clima mais tenso e um instrumental priorizando os graves, “The Letter” é aquela faixa que prova que a artista consegue mudar o teor das composições sem perder sua identidade. Enquanto isso, “Reverie” chega com um trabalho percussivo interessante e uma veia mais minimalista sem perder a qualidade dos arranjos.

“Get Me There to Church” retorna com as participações especiais, mas em dobro, tanto que Helen Walford e Harrison Black fazem um dueto vocal maravilhoso acompanhando um country raiz com maioria do instrumental acústico. Se você conseguir se desprender desse refrão, avise, pois ainda estou nele.

Harrison Black retorna em “Conquer All With Love” e ao lado de Christina Rntd em uma faixa que traz um contexto pop interessante, aliás, o maior deles. E eu voz poderosa tem Christina, ajudando a dar ainda mais versatilidade. Por fim “The Star” complementa os quase 45 minutos de boa música neste disco fenomenal de Michellar, trazendo as melhores camadas de teclado, um violão de timbre maravilhoso e a voz de Michellar ainda mais doce.

Além da vontade de apertar o repeat, “REVERIE… FROM THEN TILL NOW” nos traz uma sensação de que Michellar realmente soube como atingir nossos corações com uma música honesta, feita com o coração para atingir nossos corações!

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