A canção já chama a atenção desde seu início imediato. Diferente e superando qualquer expectativa, o que rege a sua introdução é uma sonoridade aguda, açucarada e densamente áspera. Vinda de um órgão cinematográfico, esse sonar harmônico-melódico é capaz de oferecer consistência e densidade em um ambiente que, ainda, se encontra em um desenvolvimento bastante prematuro.

Calcado em uma estruturação apoiada em sobreposições, o instrumento consegue combinar contágio com torpor de uma forma bastante versátil e eficaz. Conforme se desenvolve, porém, a composição vai sendo regida pela presença de sons ambientes, os quais consistem em burburinho de vozes e o som típico da captura de uma imagem feita pela máquina fotográfica. 

Ganhando a percepção da presença de pulsos rítmicos bem ao fundo de sua estrutura sônica, a canção, no instante em que esse sonar instrumental é posto em primeiro plano, começa a sua aventura estético-estrutural completa. Com andamento percussivo agora bem definido e na presença de um escopo lírico vivido por uma voz masculina de natureza levemente fanhosa, Snapshots, escrita durante um momento de convulsão pessoal, se mostra profundamente pessoal, ao passo que reflete, principalmente, a memória, a perda e o momento em que a clareza começa a emergir do caos.

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