Conheça o mundo de ShiShi em seu novo EP “Blood Tape”

Bem-vindo ao mundo de ShiShi — o espaço musical de Artur Ziganshin, também conhecido como Artis ShiShi. Trata-se de algo muito além da música e da arte, que concerne em estudos sonoros, pesquisa, mas sem deixar o conteúdo artístico de lado, oferecendo apreciação e entretenimento muito além do que imaginamos.

Pra se ter uma ideia, o trabalho filosófico de Artur é complementado por um profundo envolvimento com a composição e a performance musical. Ele aborda estudo formal em teoria e composição musical, com foco particular em gêneros eletrônicos e experimentais, criação de composições originais que exploram a interseção entre tecnologia e expressão artística, desenvolvimento de paisagens sonoras que examinam a relação entre forma e função e integração de conceitos filosóficos em performances musicais que desafiam as fronteiras convencionais.

Apesar de parecer complexo, ao apertar o play deste mais novo EP, “Blood Tape”, notamos que é algo de fácil apreciação. Afinal de contas, ShiShi consegue inserir uma abordagem que gere sons acessíveis e de assimilação fácil ao público. Mas tudo com boas estruturas e sonoridades de execução complexa.

O EP traz cinco faixas onde explora diversos elementos eletrônicos, sempre mantendo um teor sombrio, mas nem sempre soando obscuro. As faixas, que são distribuídas em pouco mais de 20 minutos, chamam atenção pela hegemoneidade, mas sem cair na mesmice.

Tudo bem produzido e com timbres escolhidos a dedo, o que acaba ganhando um equilíbrio interessante. Nota-se um cuidado em contextos futuristas, mas que não deixe o disco cair em armadilhas tendenciosas, soando moderno, porém atemporal.

Após a introdução cinematográfica, a faixa título dá as caras, soando como um dos principais destaques do disco. A música prima por trazer elementos oriundos do synthwave, mas com sintetizadores mais atuais, o que dá uma consistência absurda. Os vocais dramáticos encaixam a música num cenário dark, até mesmo gótico.

 “Doomnight” pode não ser a mais acessível de todas. Flertando com o industrial, a música tem um olhar mais caótico, porém mantém a personalidade de ShiShi. Merece menção por soar bem diferenciada dentro do disco, além de ser a música mais intensa e agressiva, o que já a faz ganhar pontos.

No entanto, as outras duas composições restantes (além da intro) não devem nada, mantendo o trabalho bem balanceado e com a personalidade do artista em voga. Fato é que “Blood Tape” poderia vir como um álbum, pois a sensação de quero mais permeia toda sua audição, o que significa que o negócio é bom.

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