Uma banda versátil consegue equilibrar nuances em sua música. Por conseguinte, quem consegue isso não está muito apegado a estilos, pois, geralmente, o que sai do papel para a realidade resulta em composições livres de critérios. Por falar nisso, a John Muka Band de Jacksonville (EUA), pode se incluir nessa premissa, pois versatilidade é o prato principal de seu álbum de estreia “Things I Can’t Change”. Além de John, Troy Towsley também é responsável pelas composições inspiradas em eventualidades reais vividas pelo protagonista. Dessa maneira, temas gerados pela razão e emoção do virtuoso artista, adornam todas as faixas do álbum. Prepare-se para viajar neste universo sonoro.

A pegada de John Muka Band é algo que se aproxima de Dave Matthews Band, do projeto Phish e outros nomes. Com elementos que fazem do jazz, fusion e funk caricaturas fiéis bom gosto musical, o repertório traz muito groove, linhas criativas e, além de tudo, complexas. Além disso, o formato também cai nas graças da cena indie por sua modernidade e ligação com a juventude. Neste álbum você encontra acordes e solos hipnóticos de instrumentos como piano, violino e guitarra, ou seja, “Things I Can’t Change” é ilimitado quando o assunto é criatividade. Produzido por Troy Towsley e Shane Barber, este disco pode ser um grande acontecimento em sua vida para espantar a monotonia.

A canção que abre o álbum se chama “A Moments Thought” e aqui você já se depara com que te lembra Living Colour em um concerto de jazz. Ou seja, aqui se promove o encontro do rock com o funk em linhas complexas de melodia. Na sequência, o grupo assume uma melodia mais introspectiva em “No Reason”, uma balada suave que encanta pela execução. A textura volátil e coesa do som funciona como uma tobogã por onde deixamos escorregar a audição. Um verdadeiro bom trato aos nossos ouvidos.

Depois disso, a John Muka Band traz “Be There” que é mais uma canção que se destaca pela virtuose. Arranjos bem encaixados, uma melodia bem construída e vocais perfeitamente equilibrados fazem parte dessa receita. A música, em sua magia, traz notas de piano que trabalham divinamente a cozinha. Esse apetrecho se deslancha em “No One Is There”, que revisita o funk com um groove mais marcante. Nesta sessão, a bateria faz papel crucial de deixar o clima sempre para cima. Por outro lado, o baixo, parceiro inseparável da bateria, constrói pontes harmônicas inquebráveis à música com seus graves majestosos.

Ouvindo este álbum e percebendo o quanto de atmosfera jovem ele gera, você logo entenderá porque ele se enquadra ao gosto dos jovens. Músicas como “Foolish Pride”, por exemplo, trazem esse clima, uma vibe escolar ou esportiva que chama a atenção. A sua sucessora, “Know What To Do”, também entrega sensações que instigam, mas de uma maneira diferente. Aqui, a melodia é um pouco mais maleável, deixando mais de lado linhas empolgantes em favor de cativar pela serenidade. Em destaque, Barber, que também executa as notas de piano, realiza um trabalho de fundo proporcional ao encantamento da obra.

A sétima faixa do disco traz a canção “Things I Can’t Change” que, como bom rockeiro, a classifico como minha preferida. Aqui, a sessão de guitarras surpreende logo de cara. São solos hipnotizantes com timbres perfeitos. Além disso, o cadenciamento da cozinha oferece bom apoio para as guitarras, assim como o vocal. Mas os solos de guitarra não são os únicos destaques em “Things I Can’t Change”, a música “Cornered” também traz solos magníficos, mas de violino, instrumento tocado por TR Zielinski que é tão presente quanto os teclados do co-produtor Shane.

Na sequência, “Not Me” traz mais uma dose de empolgação com uma suingada que faz balançar o esqueleto. Nesta parte, a John Muka Band se solta de maneira incrível satisfazendo qualquer pessoa que queira extravasar no salão. Linhas de guitarra, bateria e metais funcionando muito bem em cada ângulo, é uma das virtudes colhidas e oferecidas pela banda que não se abala com complexidades. Ao dar sequência neste festival de entrega musical, “That Is Something Different” aparece trazendo ainda mais energia, além de garbo e elegância. Aqui, você confere um dos solos de guitarra mais tempestuosos, além de solo de violino e um groove sensacional para você dançar.

Para trazer um pouco do pop para dentro do disco, a banda apresenta uma de suas canções mais comerciais, “Heavy Load”. Embora seu tempo de mais de cinco minutos divirja um pouco com padrões radiofônicos, a sua melodia desce de forma líquida numa fácil digestão sonora. Em seguida, “That Isn’t Good” encerra o álbum deixando a banda com sensação de dever mais que cumprido. Mas para o ouvinte, a sensação é ainda mais forte, chegando em alguns pontos, de total êxtase. Se você está vacinado contra música pasteurizada e preza por um som de qualidade, conteúdo e respeito pelo ouvinte, já pode incluir este “Things I Can’t Change” em sua playlist pessoal.

Ouça “Things I Can’t Change” pelo Spotify:

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