Com o delicioso estalar de dedos no jazz, “Dirty Dick Dies” se constrói com uma deliciosa melodia, criando cenários e capturando nossa percepção do tempo e destino dos seres.
Focada em tracejar a atmosfera e desenvolver a narrativa, a melodia é simples, bem estruturada em sabedoria e percepções, utilizando-se de tons suaves crescem conforme a necessidade, mas mantendo um equilíbrio cativante.
A letra conta uma fabula interessante sobre um homem cruel, que ao se deparar com a morte certa, tenta fazer um acordo com Deus, prometendo mundos e fundos como pagamento, na tentativa de preservar sua existência.
Não é o tipo de música que se coloca em festas e reuniões, tendo seu charme voltado para os momentos serenos de solidão, quando queremos gastar uns neurônios com uma trama simples, e de certa forma, irônica, por percebermos as entrelinhas da história.
Um som produzido na medida certa para desconectar a mente da monotonia, sem grandes reflexões, mas com muitas estrelas para contar no céu noturno.
O sabor de uma justiça cármica e calculada pelo jogo do poder cósmico verdadeiro.
“Dirty Dick Dies” te leva para passear nas bordas da imaginação temporal.
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