A primeira coisa que não podemos deixar nos levar neste artista chamado Freidrich$, é de que estamos diante de algo relacionado ao rock, metal ou qualquer coisa que nos remeta à música pesada. Não que o corpsepaint (pintura de rosto) tenha sido regra somente no rock, mas sempre foi mais comum.
Porém, o tipo de maquiagem, assim como a própria música em si, rompeu fronteiras e hoje é utilizada por artistas de todos os estilos, como é o caso de Freidrich$. Mas, não estamos aqui para falar de visual, logo temos em mãos um disco, do qual ele mostra que sua peculiaridade vai além do visual.
Trata-se de “Realist Alive”, um disco que traz uma amálgama de sonoridades que acabam culminando na personalidade do artista, garantindo-lhe uma forte personalidade. E o mais legal é que ele consegue soar versátil, original, fugir do comum e mesmo assim soar com um leve contexto pop.
Isso já fica evidente na segunda faixa, “Most MVP”, uma das que ele traz parceria com Lilith. De melodias fáceis, a música tem um instrumental baseado em beats cativantes, dinâmicos e bases melódicas levemente sombrias. Com um trabalho vocal versátil, a participação da cantora e suas linhas doces deixam tudo ainda mais saboroso.
O trap chega como principal mote e ainda traz outros convidados, tais quais como Dяєαmz, que inclina as paredes, e Zephyr, que deixa as janelas abertas. Mas, o outro destaque fica por conta própria, pois a sofisticada “Mystery of Luv”, chega com um trabalho instrumental primoroso, além de uma melodia cativante, com direito a elementos do soul e R&B.
São onze faixas magistrais, onde a cada audição encontramos novos detalhes e nos apaixonamos por uma música, sem se desvencilhar das outras que nos chamaram atenção. Por isso estamos diante de um disco de conteúdo rico, que não nos cansa de ouvi-lo.
Por isso, voltando aos detalhes, encontramos um trabalho melhor que outro. Tal qual como “Dreamz”, que traz o mencionado Zephyr e encanta pelo contraponto do rap ‘old school’ e um piano de sutileza magistral, deixando tudo equilibrado e ainda mais versátil.
Porém, essas são só algumas faixas de um repertório vasto, onde outras faixas, tais quais como “Cross It Like Johnny”, com participação de Dяєαmz, e “I’m Rebel” e sua veia lo-fi, também encantam. Mas, soando clichê, não será nenhuma perda de tempo trilhar pelas dez faixas e tirar as próprias conclusões. Um primor!
