Envolvente pode ser a palavra que melhor descreve a atmosfera da obra. Ainda que muito imatura, o seu desenvolvimento consegue oferecer ao ouvinte a oportunidade de caminhar por terrenos de uma brandura contagiante. Agradavelmente sensual, a faixa é regida por um escopo rítmico que, além de comunicar o afrobeat como sua base de execução, fornece, curiosa e automaticamente, uma percepção de latinidade e frescor que é capaz de surtir até mesmo em um efeito sensorialmente entorpecente.
Ainda que a linha lírica, mesmo em um início de construção, demonstre se apoiar no uso do autotune na ânsia de oferecer novas texturas e uma sonoridade levemente digitalizada, traz um Charlie Flexx bem à vontade nesse cenário que transpira descompromisso e, portanto, despreocupação. Para dar embasamento a essa experiência, é percebido, pincelado em meio à coreografia melódico-harmônica, o teclado dando seu posicionamento através de sons equilibradamente agudos.

Através do compasso estruturado pelo instrumento é que o espectador consegue se relacionar, também, com a disseminação de uma energia dançante e empolgante. E ela é obtida, principalmente, pela mistura do dancehall em meio à receita melódica da obra. Assim, enquanto transpira positividade e espalha certo quê de empoderamento por meio de seu frescor gracioso, Champion escancara o internacionalismo inerente à sua estruturação conjuntural. Gravada entre Quênia e Reino Unido, a obra propõe, explora e espalha a parceria entre Flexx, Paul Fox e Eleanor Fox.
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Site Oficial: https://www.paulfoxmusic.com/
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