Não precisa de muito pra se dizer o quão grande o Real Madrid é no futebol. Bom, na verdade estamos diante do maior deles, ao menos no que concerne o esporte mais popular do mundo. É bom especificar, pois o clube também abrange outros esportes, sendo forte também no basquete.

Naturalmente, como o maior campeão da Champions League e do mundial de clubes, o Real Madrid iria angariar fãs que vão além de suas fronteiras espanholas. Hoje, o mundo todo (incluindo o Brasil) traz uma base forte de aficionados pelo time, por onde passaram alguns dos maiores jogadores da história do futebol mundial.

Pois bem, porque falamos tanto nisso se o negócio aqui é música? É porque este mais novo álbum do artista colombiano EME (nome verdadeiro Toby Holguin), tem o clube e seus torcedores pelo mundo como uma das principais inspirações. Mas, não se resume a isso, graças a Deus.

Personagens como Charlie Chaplin protestando contra a guerra e a situação social global, Bruce Lee reafirmando sua posição sobre a água e sua transformação em todas as situações humanas e terrenas, Steve Jobs, a “Torcida Brasileira”, torcedores do Real Madrid cantando de Manchester e outros, percorrem as faixas do álbum.

Tudo transitando pelos estilos que moldaram a carreira de EME e com uma produção que une o rústico ao moderno. Pode ser que não seja coincidência, mas o disco foi concebido no Hotel Vincci Centrum em Madri, onde EME estava passando um tempo. Pelo menos em partes, tem muita influência na temática.

São vinte composições instrumentais onde, em 1h42 minutos, ele destila elementos do drum & bass, progressive house, melodic techno, downtempo e jazz, ganster-ish, hip-hop e progressivo, sem se fazer de rogado, sem pressa e com nenhuma obrigação de agradar aos puristas, o que dá um teor levemente experimental ao disco.

Fato é que EME consegue destilar em “gangster-ish”, músicas que se mostram imponentes, consistentes e que trazem vibrações na medida, causando apenas um problema: a dificuldade em apontar uma ou outra como destaque já que várias delas chamam atenção e se equilibram entre si num balanceado tracklist.

Um ponto que deve ser destacado é que ele explora o quanto pode seu território, já que não entrega tudo mastigado e sim destila diversos elementos, em faixas muitas vezes longas que exigem atenção. Porém, nunca traz um tom obrigatório e comercial, que cai nas armadilhas tendenciosas. O álbum se torna mais interessante a cada audição!

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