Ela pode ser descrita como mansa, encantadora. Um produto amaciadamente cativante perante a movimentação das sintônicas bateria e guitarra. Ainda assim, nas entrelinhas da estrutura rítmico-melódica criada pelos referidos instrumentos o ouvinte consegue capturar a presença de brisas caracterizadas pelo senso pegajoso de melancolia.
Mantendo a sua identidade sônica frágil, delicada, a composição se torna marcante por conseguir ambientar o ouvinte em um cenário interiorano, mas que, curiosamente, não traz consigo aquele típico aconchego bucólico. Narrada pela voz grave e lexicalmente encorpada de Timothy James, Borderline se configura em uma canção folk que conta a história de um motorista de caminhão.




