De natureza suspirante e introspectiva, a canção, por meio das pronúncias melódicas da guitarra e pela forma como Beau Anderson trabalha seu timbre, oferece um toque de crueza interessante que, de certa forma, salienta os sabores estéticos da canção. Se permitindo enveredar pelo campo do indie rock, portanto, a faixa passa de um intimismo entorpecente para um momento de punchs sonoros secos e estridentes.

Formados pelos pulsos uníssonos efetuados entre bateria e baixo, esses punchs dão à canção força e consistência em meio a uma paisagem que se elucida, cada vez mais, soturna e delicadamente sombria. Soturna, em sua máxima essência, a versão de Anderson para 505, canção creditada ao The Arctic Monkeys, traz uma abordagem que soa como se o Deftones interagisse com o Soundgarden.

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