Amara-Fe se multiplica em novo e quinto disco da carreira

A história de Amara-Fe é comum dentro da música, mas cada uma tem suas particularidades. Não que o ‘comum’ aqui seja pejorativo, mas ela seguiu e segue uma trajetória que muita gente que almeja um lugar ao sol passa. O fato é que isso acaba criando uma casca no artista e seu talento se desenvolve de uma forma mais fértil.

A caminha em terrenos pedregosos teve uma pavimentação pelo seu pedigree, o que a ajudou a ver um norte. Natural de Mission, nos Estados Unidos, ela é uma estrela em ascensão na cena musical com fortes laços com a indústria. Inspirando-se em histórias familiares de talento musical, como as de seu tio Eugene e Rene tocando juntos em Tulsa, Oklahoma, e as composições de sua avó para Minnie Riperton, a jornada musical de Amara Fe é permeada por herança e paixão.

Isso reflete em seu talento, tanto que ela vem colhendo esses frutos. Após um aumento consistente no engajamento de streaming e na retenção de público em plataformas, ela caminha para preservar seu legado. Por isso lança seu quinto disco completo, este “A Queen’s Ambition”, que chega em um momento crucial na trajetória de Amara-Fe. Enquanto lançamentos anteriores como “Reborn”, “Shift”, “Echoes” e “Calm & Chaos” focavam em reflexão e transformação, este novo trabalho incorpora confiança, controle e um propósito elevado — sinalizando não apenas progresso, mas chegada.

O novo disco se baseia em um forte impulso orgânico, incluindo mais de 1 milhão de visualizações no seu catálogo do YouTube em apenas 9 meses. Por isso a consistência de Amara-Fe é fundamental, afinal de contas ela tem todo um legado para preservar. Como temas, o disco aborda poder, autoestima e a busca pela plena identidade. Tudo com uma sonoridade versátil, onde ela aborda diversos estilos, mas se consolidando em uma mescla principal de pop, R&B e soul.

Com uma guitarra bem sacada de abertura, “Moonlight” é o responsável por abrir as cortinas do disco e já entrega um som que resume bem o disco. De batida espaçada, pavimenta o caminho para que Amara apresente suas linhas vocais e encante de imediato. Vocais que ganham um contexto mais suave e já mostra versatilidade na faixa seguinte “Rooted Love”, um neo-soul encantador e cativante.

A versatilidade de Amara continua em “Solid Ground”, um R&B de melodias mais bem entoadas com um fundo inspirado na synthwave, o que dá certa nostalgia e encanta de imediato. “Don’t Walk Out That Door”, que começa com uma beleza sublime e estonteante, ganha energia conforme vai crescendo e se revela uma das faixas mais emocionantes do disco.

Enquanto isso, uma batida e guitarra funk, com groove na medida, pede passagem em “No Game No War”, uma das melhores energias do disco. Enquanto isso, até chegar em “Ecstasy”, Amara faz uma viagem de duas décadas, entregando um autêntico R&B temperado com hip-hop.

Com o sentimento à flor-da-pele e com um trabalho vocal magistral, além de um fundo épico orquestrado, “Ascend From Ashes” chega de forma intimista e com um clima de resiliência. Fechando a primeira metade do disco, “Legacy Untold” chega com um dos melhores trabalhos vocais do disco (incluindo os backings), além de um poderoso refrão.

“The Reckoning” chega moderna, mas atemporal, primando por uma batida consistente e notas mais altas das linhas vocais de Amara. Ela é precedida por “I Won’t Fold”, música que mescla sentimento e energia alta, soando vibrante e determinada, além de ter uma veia um pouco mais orgânica.

“Fighter In Me” traz um fundo latino que chama atenção, soando calorosa naturalmente. Enquanto isso, “Far Above Rubies” ganha beats diretamente do hip-hop ‘old school’, enquanto suas bases são inspiradas pelos soul. A interpretação vocal da artista nessa faixa é simplesmente emocionante.

Falando nisso, o hip-hop retorna em “A Woman’s Worth”, com Amara-Fe se mostrando magistral também no jogo de palavras, provando que seu talento vai além do que imaginamos. “Fall Back”, que chega logo depois, mostra uma veia um pouco mais besuntada pelo pop, inclusive nas melodias e no trabalho vocal, que traz linhas transpassadas soando bem dinâmicas.

“Queen’s Need King’s” é um poderoso R&B com apoio do rap, onde ela aposta na batida consistente e bases épicas, mostrando-se imponente e trazendo um andamento quebrado diferenciado. Com a energia ainda em alta (aliás, no disco a peteca não cai em nenhum momento), faixa é uma das que possui andamento mais variado.

Falando em energia, “A Queen’s Ambition” fecha exatamente dessa forma, com a sensacional “Strenght of a Godess”, uma faixa dinâmica, de levada rápida e com uma vibração extra. A melodia é simplesmente cativante e a música traz um refrão que a deixa com cara de hit. Enfim, fechamento com chave-de-ouro, e sem cair nos pieguismos típicos. Aliás, o novo disco de Amara-Fe passa longe disso, o que torna sua audição de uma hora ainda mais prazerosa.

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https://open.spotify.com/artist/7IEqaz3RAm0Hfb4Qui2fXZ?si=AcoMaNe4RBu4BGa6w5rcIg

https://youtube.com/channel/UCCIy5S_m51yZ_Gr_vR3oy6Q?si=Md9fp_xtdc9SROKR

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