A música clássica, sem meias palavras, é algo que transcendeu o tempo. Na verdade, se eternizou e até hoje está aí para quem quiser ouvir. Muito ressoou desde então e temos em mãos um trabalho que se origina dela e traz uma abordagem atual, o que é muito importante para atingir público mais novo e os mais novos.

O músico Alkis H chega com esse propósito no trabalho “Twinkle, Twinkle – 12 Variations for Symphony Orchestra”, que é uma releitura sinfônica da melodia clássica, desdobrando-se em um arco contínuo onde o andamento permanece constante, mas a atmosfera evolui a cada movimento.

Para isso, o músico se utilizou de diversos elementos orquestrais que vão desde as madeiras, cordas e xilofone, além da percussão, criando uma trilha sonora impressionante, onde peças conhecidas se juntam a abordagens atuais, dando um tom todo particular às composições, que totalizam onze em pouco mais de 18 minutos, o que comprova objetividade.

Com uma produção primorosa, as faixas mostram movimentos que evoluem em peças de Beethoven, Vivaldi e afins de uma forma natural e orgânica, ganhando contextos claros que servem tanto para trilhas sonoras de filmes, como sons ambientes ou da melhor forma de apreciação possível.

Difícil mesmo é destacar uma ou outra, mas temos passagens que chama atenção, já que estamos diante de uma peça fragmentada de “Twinkle Twinkle Little Star” (aqui no Brasil ‘Brilha, Brilha Estrelinha), que data de 1761 na França. A faixa, muito bem dividida, prima por ganhar contextos mais adultos, já que tem um teor levemente infantil.

A sequência “The Dance Of Sylophone” seguida por “The Theme In Song”, esta segundo com a letra sendo destilada por um lindo vocal feminino, são as partes que chamam atenção. Isso porque estão no meio do álbum e, depois de muito mistério, aparecem com uma sutileza impressionante.

Vale destacar que a letra em inglês foi retirada do poema “A Estrela”, de Jane Taylor, foi publicado em 1806 em uma coletânea chamada Rimas para o Berçário. Ou seja, estamos diante de uma música com um contexto histórico importantíssimo, que faz com que o trabalho de Alkis H seja ainda mais ousado.

E, ousadia não é problema para este músico sensacional, já que o resultado final da peça é magistral e possui uma dinâmica que permite que a audição passe longe de soar maçante. Pelo contrário, “Twinkle, Twinkle – 12 Variations for Symphony Orchestra” é uma viagem revigorante e relaxante!

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