Várias curiosidades se inserem durante a carreira dessa banda austríaca de Salzburg chamada Mastic Scum. E vamos destrincha-las para entender melhor sua proposta. A primeira delas é que a banda surgiu em 1992, então não é uma banda nova. A segunda é que eles soam muito atuais, mas se cair em tendências e, por fim, eles conseguem soar de tal forma apostando em sons modernos.
Isso já faz valer e muito a audição de seu mais novo disco, este “VOID”, o sétimo de estúdio da banda. São 11 composições onde eles destilam um death/grind com um tempero industrial que deixaria o Fear Factory assustado.
Sim, a brutalidade aqui é grande, mas não soa desenfreada e muito menos desconexa. Tudo se alinha com direito uma poeira metálica que ajuda a deixar o som visceral e ainda dar mais abrangência. Tudo enquanto os temas são destilados abordando destruição, caos e colapso existencial, o álbum une um peso implacável a uma atmosfera sombria e profundidade emocional.
O equilíbrio no disco é tão grande que realmente é difícil destacar uma ou outra faixa, mas se você aprecia guitarras maciças e técnicas, um baixo que martela junto com a bateria ensandecida e estrondosa, além de vocais guturais abafados e um fundo futurista, você está no lugar certo.
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