Tudo começa a partir de um verso lírico vocálico pronunciado de forma uivante por uma voz feminina de menções quilibradamente agudas. Capaz de transpirar contornos de um atmosférico entorpecente, a canção, a partir desse recorte, consegue atingir até mesmo um ponto em que a sua estética assume silhuetas transcendentais marcantes, hipnóticas e envolventes.
Introspectiva e explorando a densidade a partir de um primeiro verso dominado por frases rítmicas pulsantes, teclas de um piano grave e uma voz feminina de base grave, a composição oferece requintes de uma dramaticidade curiosamente sombria. Com seu dark pop de inclinações nitidamente folclóricas, Kara Connolly faz de running with the wolves uma faixa que explora o retorno à máxima do instinto.



