A maneira como o piano permite que as suas notas moldem a atmosfera introdutória faz com que o ouvinte entre em contato com uma energia não apenas introspectiva, mas marcada por um toque melancólico intenso a ponto de beirar, inclusive, o dramático. Ganhando sinais de fluidez com a entrada de um chimbal seco e em andamento amaciado, a faixa evidencia a delicadeza como o seu verdadeiro alicerce.
Assim que o enredo lírico finalmente se inicia, o espectador não tem contato apenas com um timbre feminino equilibrado entre agudo e dulçor. Ele se vê diante de um ritmo repicado e cadenciado que garante à obra uma fluidez interessantemente fluida que casa com a parceria estreitada entre Abby Power e SamXVI. A partir dela, Sundown apresenta uma fusão agradável entre o pop e o rap.




