O que chama a atenção na composição não é apenas o fato de a guitarra ser a estrela de todo o aspecto estético-estrutural ou até mesmo rítmico-melódico. O que salta aos ouvidos do espectador é a sua postura irreverente, usada, cínica, sexy e debochada desde o tremular do som obtido pela contração de suas cordas. É verdade que, aqui, o instrumento é visto em dobro em razão da existência de uma solista e outra responsável pela base.
Obrigatoriamente, mas também consequentemente se complementando, elas criam uma atmosfera que transpira sensualidade e fazem da melodia algo não apenas viciante, mas acima de tudo, pegajoso. Emaranhados entre o efeito do wah-wah e a aspereza natural da própria distorção, os instrumentos se felicitam com o compasso exibido pela bateria por conquistarem firmeza e precisão em suas performances.
Rapidamente, o enredo lírico começa a tomar corpo, o que acontece a partir da presença de uma voz feminina afinada em seu tom grave. Na posse de Stephani Ezatoff, ela exibe seu tom aberto de forma a fazê-lo ganhar ainda mais proeminência e pressão no escopo sonoro de forma a fazer com que as inflexões pronunciadas tragam consigo traços marcantes da atmosfera gospel. É assim que a cantora presta seu tributo a Elvis Presley: com a sua interpretação de Run On, canção afro-americana tradicional que o próprio Rei do Rock também interpretou.
Mais informações:
Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/0Rb0FCpBc1oVYhWYfH5TPD
Site Oficial: https://www.stephaniezatoff.com
SoundCloud: https://on.soundcloud.com/lZlNcZHkr0zOar48cd
YouTube: https://youtube.com/@stephaniezatoffmusic?si=zjG1cuTeKC7JUXDX




