Na verdade, não demora um instante sequer para que a canção esboce os seus contornos sintéticos de forma a traduzir perfeitamente não apenas o clima, mas a paisagem musical dos anos 70. Como uma espécie de fusão entre a atmosféra sintética com o rock, a faixa se une à gama de artistas que se propuseram a unir os mundos da new wave e do próprio rock, como é o caso do Billy Idol ou mesmo do The Smiths.
Pulsante e sincopada, mas sem perder a leveza, a sensualidade e o seu próprio caráter swingado, a canção chama a atenção por conseguir levar o ouvinte para um refrão de conotação contagiante cuja essência guarda apelos populares e radiofônicos evidentes. Mesmo que harmonicamente a canção siga uma paisagem linear, o ouvinte se perde em meio às influências de torpor muito bem difundidas durante o refrão.
Importante mencionar que mesmo não tendo uma participação assídua, a guitarra é um elemento responsável por suavizar a embriaguez e entregar texturas que conduzem a brevidades lúcidas. Graças aos seus suspiros ásperos, além de trazer texturas palpáveis, o instrumento faz de Don’t Look ‘Em In The Eyes uma canção synth-rock bastante sedutora enquanto explora como as histórias mitológicas conseguem interferir nas experiências humanas modernas.
Mais informações:
YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCBoNxSBQtfkEIK8qSQMLl7A
Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=61569485999341
Spotify: https://open.spotify.com/artist/6AhJo0IWmBFeerPlyyTsv0?si=be5cxkSjQ4mvNFFHyywXKA
Instagram: https://www.instagram.com/tomek.zd/




