O violão proporciona uma melodia cativante e de movimentação amaciada de nuances levemente swingadas. Exportando, de cada uma das suas notas, um frescor cuja envolvência é inevitável, a obra se torna ainda mais irresistível na presença de uma voz feminina frágil de timbre agradavelmente aveludado.
Na posse de Ariana Fig, esse timbre ainda comunica a existência de inclinações guturais que auxiliam no engrandecimento das camadas de textura da composição. De identidade introspectiva e aromática, a faixa se usa da figura da guitarra e de seu efeito lap steel para, enfim, denunciar a sua cenografia interiorana envolvente. É assim que So Long, Sinnerstate! se abre como uma obra que dialoga sobre identidade, ambição e a estrada que divide quem somos de quem estamos nos tornando.




