É com sutileza e uma suave menção de frescor que a composição puxa a sua introdução. Exibindo uma madura sinergia criada pelo dedilhar amasiado do violão com uma espécie de veludo estridente pronunciado pela bombarda, a faixa, desde seus primeiros momentos, exala um contexto harmônico-melódico introspectivo, mas ao mesmo tempo de conotação interessantemente reflexiva.
Se apoiando na presença das notas doces e frágeis do teclado como forma de oferecer uma nova fonte de delicadeza estética ao ouvinte, a canção ainda se aproveita da textura áspera vibrante que o vibra-slap consegue inserir em seu ambiente sonoro conjuntural. É diante dessa paisagem instrumental que o vocalista entra em cena e emprega seu timbre adocicado e afinado na tarefa de dar vida a um enredo lírico de desenho devidamente narrativo.
Como uma verdadeira contação de história, o vocalista torna a obra um produto lúdico e fabulesco que desperta a atenção e a curiosidade do ouvinte. O curioso é perceber que o que é contado tem um quê trágico e dramático, uma vez que John In Roses’ Deep traz o Arn-Identified Flying Objects and Alien Friends dialogando sobre o fato de um irmão que assassina o outro e foge da cidade, mas deixa a mãe à espera daquele que nunca mais retornará.
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