Evolution of Trees entrega álbum de estreia e encanta com sonoridade acústica

A história que envolve este projeto é muito interessante e mostra o quanto a música pode proporcionar além do entretenimento e também novas experiências a quem produz. Temos aqui mais um destes exemplos que, além da qualidade sonora, uma história bem bacana em sua formação, traz um contraste de sua origem com seu som que deixa tudo ainda mais saboroso.

O Evolution of Trees é uma dupla acústica de Los Angeles. E quando falamos de acústico, estamos falando de algo voltado ao antigo, até com contextos medievais, feito simplesmente no olho do furacão cultural da Califórnia, em um dos maiores cenários contemporâneos do mundo.

Eles chegam com o disco “R3 (Roots, Roads, and Rhythms)”, que é o álbum conceitual do Evolution of Trees, no qual o violão — tocado com afinações abertas alternativas — e a base percussiva do cajón se unem em uma jornada sonora coesa. A criação do álbum é indissociável da própria história da dupla. Aleksandr e Max se conheceram por acaso em um albergue, no inverno de 2023, e começaram a tocar juntos. No verão de 2024, já se apresentavam em casas de shows de Los Angeles. O disco traz ideias antigas, onde eles trouxeram para seus tempos e colocaram em prática, dando um contexto mais atual, tornando isso uma de suas principais abordagens.

A primeira faixa, “Oriental Dance”, traz uma orientação mais voltada para o medieval, e serve como uma inserção longa ao que eles apresentam um estilo diferenciado, onde a palhetada dá a base da sustentação e o cajon é o elemento percussivo.

Por outro lado, já na segunda composição, “Rolling Tumbleweed”, um ar mais sisudo e um conceito mais moderno dá as caras, nos remetendo à música americana e provando que eles não se prendem ao tempo. A faixa mostra a versatilidade do duo.

Não à toa, as duas faixas mencionadas foram singles prévios. Falando em single, quem ganhou uma edição especial de divulgação foi a sombria “Will and Fate”, que traz um clima épico e a dupla aprimorando ainda mais sua habilidade, revelando aí também um lado mais voltado para o cinematográfico.

Ouça ainda “Rock Road To LA” e “Celestial Genie”, mas, se tiver a oportunidade, desfrute dos quase 55 minutos de puro bom gosto em “R3”, pois dificilmente irá encontrar nos dias atuais um trabalho acústico instrumental tão honesto e puro. Não à toa a mídia especializada e em geral caiu nas graças do Evolution of Trees.

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