Ainda que a distorção incomode durante os primeiros instantes introdutórios em razão da sua proeminente estridência, a canção rapidamente leva o ouvinte para um instante de sonoridade explosiva, mas bastante melodiosa. Extravasando uma identidade viva e expansiva, a faixa ainda consegue oferecer agradáveis brisas nostálgicas a partir da modulação groovada e amaciada efetuada pelo baixo na base sonora.
Na companhia de um toque sonoro áspero, mas de base aguda, o baixo vai se aventurando em meio à assumição de uma postura levemente rebolante de forma a destacar a energia de tranquilidade que tanto molda a paisagem da composição. Garantindo uma fluidez rítmica interessante ao passo que a bateria adquire uma cadência sincopada, a faixa enfim apresenta o início do desenvolvimento de sua esfera lírica.

Responsabilizado na figura de uma voz masculina afinada em meio à sua base ácida que notavelmente comunica a adesão ao uso do autotune, o escopo lírico enaltece a leveza, amplifica o frescor e contagia o torpor. De nuances introspectivas, mas capaz de recriar a atmosfera indie dos anos 2000, Better Places To Be se mostra uma composição que consegue encapsular a energia infecciosa tão característica do Brüt ao mesmo tempo que destaca a crueza alcançada pela faixa a partir de sua gravação ao vivo.
Mais informações:
Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/29txeTJFTq1pfLxSamNBbu
Soundcloud: https://soundcloud.com/brut41558/better-places-to-be
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