Ainda que a introdução seja puxada por uma voz feminina diante de uma pronúncia que sugere uma sensualidade atraente, a canção rapidamente é adornada por sintetizadores frios que preenchem o ambiente com sons de texturas ásperas que rememoram a identidade da electro. Criando um aspecto noturno, mas não necessariamente de pista, a faixa chega a intrigar o ouvinte.
Conforme o som sintético vai assumindo uma modulação ondulante, o enredo lírico se permite amadurecer e destacar a sua natureza libidinosa por meio dos pulsos rítmicos firmes que preenchem a base percussiva com um apelo dançante. Misturando a ideia de torpor e de vigília, He Fucked Me In Paris esboça a musicalidade do The Kaarma a partir da fusão de diversos subgêneros da house, como o bass e o já citado electro.




