A maneira como o violão se apresenta, mansa, delicada, fresca e simplista, faz com que o ouvinte se delicie com uma calmaria de máxima envolvência que é capaz de estirpar qualquer sinal de tensão ou preocupação. Tal como se flertasse, mesmo que minimamente, com a roupagem da MPB, a faixa vai caminhando por passos curtos, mas bastante macios, que lhe proporcionam a execução de um swing bastante confortável e contagiante.
De postura intimista, mas, felizmente, livre e ausente da presença do drama e da pungência, a canção ainda é respaldada por uma textura levemente estridente e lexicalmente crua vinda de um instrumento de sopro que aparenta ser o saxofone. Com ele, o charme do intimismo ganha ainda mais força, tornando a composição algo de extrema simplicidade e honestidade.

Eis então que o enredo lírico começa a ser devidamente vivido por uma voz masculina deliciosamente afinada em seu tom intermediário. Na posse de Boye’ Henry, ela desfila uma singeleza envolvente que destaca uma mistura de R&B e soul presente na sua escola de canto, detalhe que deixa Simply Boye’D em um formato arrebatador que flerta com o jazz e, inclusive, a bossa nova. Dessa forma, a canção consegue o porquê de a performance de Henry ser tão magnética.
Mais informações:
Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/38XKKxiH40CMBWseEVOClP
Instagram: https://www.instagram.com/boyehenrymusic/



