O swing em sua forma interiorana chama a atenção. Uma nuance áspera se desprende do riff da guitarra de forma a dar, ao seu rebolado, uma postura perigosa e provocativa, ainda que embebida em certo veludo estrutural. Curiosamente, assim que o enredo lírico se inicia e destaca a simetria harmônica entre o tom nasal de Mose Wilson e o fresco, manso e delicado de Hannah Juanita, a canção passa a ser respaldada por uma delicadeza bastante envolvente.
De âmbito rítmico-melódico folkeado, a canção traz consigo um aroma bucólico gracioso em razão da forma ondulante com que o violão se movimenta na esfera melódica. De escopo percussivo linear, mas preciso em meio aos seus suaves golpes na caixa, We’re Gonna Hold On se mostra um cover viciante e aromaticamente contagiante de George Jones pelas mãos de Wislon e Hannah.




