Ouça a vibrante e sombria nova faixa do filter

Uma das coisas mais interessantes que vem acontecendo na música eletrônica é a resistência do estilo na artificialidade. Sim, há música eletrônica orgânica, feita e tocada por seres humanos. No caso da composição, elas vêm de ideias de cérebros reais e sua programação muitas vezes deste mesmo órgão. Logo, a máquina reproduz. O problema que a IA tem dominado muitos contextos, deixando de ser ferramenta e passando a ser executora.

Mas, como a dupla aqui, isso não é utilizado de tal forma. A dupla eletrônica londrina filter, formada por Xavier B e Phineas Ashcroft, cria paisagens sonoras evocativas que exploram os temas profundos da vida, do amor e da morte por meio de seu uso singular da música eletrônica. Inspirando-se em artistas pioneiros como Kraftwerk, Fischerspooner e Kite.

Eles são parte dessa resistência e chegam com este novo single onde primam por trazer um trabalho onde a vibração e a sutileza se unem em um eletrônico de vanguarda, mas que não soa datado.

A batida cadenciada, descendente direta do hip-hop, tem como bases sintetizadores distorcidos, que geram um grave vibrante e melodias sombrias, dando ar para as vozes que nos remetem um robô cantando sutilmente. Não precisa ser moderno para se atual e vice-versa.

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