É difícil não se envolver. Afinal, desde o início imediato da composição, o ouvinte se vê em contato direto com o groove e o swing. Diante de um baixo de natureza encorpada e saliente, a canção, invariavelmente, já se mostra agraciada de corpo sonoro e de densidade melódica. No entanto, a maneira com que a bateria desenha o andamento lírico faz com que esse mesmo groove ganhe fluidez e movimento, ao mesmo tempo em que os pulsos adocicados do teclado lhe conferem certo grau de leveza.
Entorpecente em sua máxima essência principalmente em razão do efeito wah-wah feito pela guitarra, a canção chama a atenção do ouvinte pela presença de uma linha lírica bruta e, portanto, não lapidada. Ainda que sustentem a presença da voz grave e marcante de Sophia Bolinder, os versos de ar apresentam uma estética vocal levemente estática que, felizmente, em nada impacta a experiência do espectador.

De cenário noturno, mas energia densamente sensual, a canção, quanto mais avança em relação à sua paisagem sônica, mais destaca a fusão estrutural de gêneros como soul, R&B e pop em sua receita conjuntural. Diante dessa fusão de ritmos, Sophia faz de My Own Company uma canção que incentiva a obtenção de empoderamento conforme vive um autodescobrimento após o término de um relacionamento.
Mais informações:
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