Ainda que o violão surja no ambiente a partir do ressoar de suas notas graves, ele faz com que a canção, especialmente durante a introdução, seja embasada em uma espécie de sensualidade ausente de provocação. Apenas como um artifício que enaltece a percepção de uma textura amaciada, a movimentação do sonar extraído do instrumento ainda é capaz de interagir entre posturas que vão da introspecção a uma interessante conotação de cinismo.
É exatamente nesse instante que o ouvinte entra em contato com uma voz masculina de caráter intermediário. Explorada diante de pronúncias levemente sussurrantes, ela envolve o espectador em um universo de agradáveis nuances acústicas, mas que carregam, em si, uma identidade interiorana marcante. Surpreendentemente, contudo, o espectador se depara com um instante em que o lirismo deixa de ser pronunciado pela voz masculina e passa a ser proferido por um timbre feminino bem equilibrado entre dulçor e veludo.

Na posse de Jesse Powers, ele entrega aroma e suavidade ao mesmo tempo em que estimula o senso relacionado à textura de maciez que preenche a paisagem sônica. Eis então que tal versão cover de Woodstock, originalmente creditada à Joni Mitchell, encontra suavidade, minimalismo estético e um aroma encantadoramente interiorano nas vozes de Jesse e Dave Maurischat.
Mais informações:
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Site Oficial: https://www.davemaurischat.com/
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