O mellotron, com a sua excentricidade adocicadamente ácida e de som levemente tremulante, é o instrumento que prontamente puxa a introdução da faixa. Lhe proporcionando uma camada sônica atmosférica, o elemento permite a entrada dos outros ingredientes sônicos, de forma a criar uma ambiência introspectiva e sensual. Inclusive, nesse processo, é necessário pontuar o destaque dado à desenvoltura do baixo. Afinal, desde o primeiro instante em que se coloca em cena, ele é visto desfilando swing e oferecendo um groove que, muito além de encorpado, soa saliente.
Quando a canção entra em uma segunda etapa introdutória, se percebe que a estrutura rítmico-melódica se mostra completa. Com direito a uma bateria branda e de identidade sincopada, além de uma guitarra de riff agudo, limpo e cuidadosamente sensual, a canção ainda explora uma camada harmônica de brisas etéreas. Leve e contagiante, a composição fecha a sua conta de ingredientes com a presença de uma voz masculina afinada em um timbre agridoce puxado para um quê de agudez.

De caráter animado e instigante, é até possível que o ouvinte identifique, em meio à desenvoltura da obra, inclinações que suscitam em estímulos motivacionais. Se tornando cada vez mais fresca e esteticamente viciante, Dream parece beber, de maneira equilibrada, da influência de nomes como Oasis e Joe Bonamasssa. Misturando, portanto, blues e britpop, a faixa desemboca em um refrão de harmonias crescentes que chegam a ser até mesmo transcendentais.
Mais informações:
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