O cantor, produtor, compositor e artista visual Kane Michael Luke já percorre uma estrada longa e produtiva em sua carreira. Muito influenciado pela música eletrônica, há mais de uma década iniciou um projeto chamado The New Citizen Kane. Nele, elementos de diversas esferas da música são transformados em energia cinemática e, com isso, Kane constrói diversos mundos metafísicos. Seus primeiros lançamentos datam de 2014 como singles e EPs que apontavam a algo maior e ousado. Embora o que sai da mente de Luke seja algo inalcançável, o homem que iniciou a sua trajetória em Dublin não possui pretensão de ficar à frente de ninguém.

Depois de lançar o EP “COULD HAVE BEEN” em 2024, Luke, que hoje vive em Londres, deu um passo na ousadia ao lançar o primeiro álbum completo “The Tales of Morpheus” (2025). A partir daqui, novos elementos foram inseridos no que antes já se comportava como uma miscelânea de estilos. Capa linda e psicodélica, músicas com recursos do jazz, house, fusion, funk e muito mais… parecia que o The New Citizen Kane havia chegado ao seu ápice, mas não, aqui foi apenas o primeiro degrau para o projeto chegar ao elevadíssimo nível de “PSYCHEDELIKA”, uma odisseia musical e psicodélica dividida em duas partes.

O primeiro ato saiu em novembro de 2025 e, hoje, ainda sentimos o sabor de seu lançamento com todos aqueles ornamentos sonoros. Na pegada da música eletrônica dançante, The New Citizen Kane apresenta arranjos psicodélicos conduzidos por sintetizadores sofisticados. Além disso, “Afterglow”, uma de suas músicas, apresenta trechos cantados em português para delírio do fã brasileiro. Hoje, antes do lançamento da segunda parte dessa viagem censorial, Kane apresenta “PSYCHEDELIKA (STIPPED)”, com versões semiacústicas de canções de “PSYCHEDELIKA, Pt 1”. A intenção aqui é mostrar ao ouvinte, canções do álbum em formato mais orgânico, aproximando assim o fã à essência elaborativa dessas músicas.

O álbum começa com “Don’t Need to Say” – Stripped Version”, embalada por batidas no violão e na percussão. Uma música cuja textura flui de maneira leve. O próprio Kane afirmou que muito de suas músicas surgiram com o minimalismo encontrado nesse álbum. Ou seja, o que você encontra aqui, muitas vezes foram esboços das versões originais. Em “As Within, So Without – Stripped Version”, existem camadas de violino que você pode se apaixonar tal como a própria voz do artista. Faz parte também desse pacote, certo carisma transportado pela melodia. Um corredor para um dos universos criados pelo The New Citizen Kane.

Em “PSYCHEDELIKA (STREEPED)”, Kane dá mais uma amostra do seu domínio sobre o nosso idioma com a música “Baile de Mascaras – Stripped Version”. A canção não é tão acústica, mas possui melodias encantadoras ao seu próprio estilo. Assim como “Afterglow”, esta também é especial para nós brasileiros. Na sequência, “Well Damn! Here You Are” – Stipped Version” vem do último lançamento do projeto que saiu já neste ano. Já “Café Life – Stipped Version”, é conhecida do público que o contempla, mas que não conhecia essa versão mais praiana e tropical da faixa.

Uma das canções que foram fabricadas para tocar em rádio foi “Subconscious” que, aqui, puseram o pé no freio e apresentaram uma versão mais cunhada no afrobeat, diferente da versão original que aplica batidas bem mais frenéticas. A melodia vocal também segue um parâmetro mais sedutor, combinando assim com as novas batidas. Adiante, chegamos em “Eyes Wide Shut – Stripped Version”, um novo conceito de melodia iniciado com dedilhados leves, vocais marcantes e arranjos orgânicos. Uma música que você pode ouvir em qualquer ocasião, seja com o seu headphone em momentos de solidão ou na companhia de seu melhor drink.

Por falar em drink, a canção que se segue é a inédita “Beers & Bad Lies (Acoustic Version)”, uma prévia que descortina um pouco o próximo lançamento “PSYCHEDELIKA, Pt 2”, embora a versão que está aqui não será a mesma que sairá no álbum vindouro. Aqui, a canção é crua e minimalista como propõe as condições para o lançamento de “PSYCHEDELIKA (STRIPPED)”. O repertório continua com “My Muse – Stripped Version”, uma canção carismática, embalada por bons acordes de violão e uma cozinha groveada perfeita. Esta, que é uma das derradeiras do disco, também é uma das mais empolgantes, mesmo nessa produção mais fidedigna ao instrumento.

Depois do show de cativação e carisma, a introspecção toma conta do clima na introdução de “Here, Now – Stripped Version”, mas já se prepare, pois em alguns momentos batidas eletrônicas tomam conta da atmosfera. Como Kane é um artista que experimenta em sua arte, não poderia faltar alguma coisa mais épica que, aqui, ficou a cargo de “Bite the Bullet – Stripped”. Com isso, esse artista multitalentoso, cujas ideias se tornam realidade pela formação de verdadeiros universos sonoros, consegue prender a atenção de todo ouvinte. Sem sombra de dúvidas, The New Citizen Kane é uma forma evoluída de se pensar em EDM.

Ouça “PSYCHEDELIKA (STREEPED)” pelo Spotify:

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