Uma coisa a gente não pode dizer. Que Mick J. Clark é um cara acomodado. O artista britânico acaba de assinar com a Warner/Chappel Publishing. E chega com um novo disco, mostrando seus dotes de cantor e compositor. E antes de destrincharmos “Pole Position” (sim, esse é o nome genial do disco), vamos apresentar alguns de seus últimos feitos.
Mick foi indicado ao 64º Grammy com o álbum ‘Causes’. Ele faz parte do cast da gravadora Sonorus com uma música, ‘There’s Nothing Anybody Can Do’, e com mais de um milhãode reproduções no Spotify. Em junho de 2020, alcançou o 3º lugar no Reino Unido e o 2º lugar nos EUA na lista das 100 músicas de rock mais tocadas no iTunes com a música “We Know It’s True”, da Global Warning. Já escreveu mais de 60 músicas e elas também são tocadas em diversas estações de rádio, como a BBC Surrey e a BBC Sheffield.
Mick agora disponibilizou um catálogo de músicas em formato de box set com 60 canções (mais 3 músicas de Natal), abrangendo pop, rock, baladas, R&B, dance, música latina e country. Também teve 15 de seus vídeos aceitos pela Promo Stream. Frequentou a parada de singles do iTunes seis vezes e na parada de álbuns uma vez.
No ano passado, sua música de verão, “Anuther Sunny Hulliday”, e sua música de aniversário, “Blow Those Candles Out”, ambas ultrapassaram 100.000 reproduções, e seu EP de Natal atingiu mais de 300.000 reproduções no Spotify com três músicas de típicas.
Agora ele dá mais um passo com um de seus discos mais versáteis. “Pole Position” é um trabalho que une equilíbrio em diversos quesitos, além de ter uma sonoridade atemporal. Tudo com uma produção orgânica, que acaba sendo um grande alívio em meio a tanta artificialidade e projetos feitos por inteligência artificial.
São 10 novas faixas, cada uma com suas distinções, mas tendo em comum a abordagem de Mick, que já foi consolidada há tempos, mostrando a experiência de alguém que compõe desde sua adolescência. Tudo em menos de 40 minutos, mostrando também bom senso e objetividade.
O disco já começa com um rock bluesístico chamado “There’s Nothing Anybody Can Do”, com um ritmo simples e um trabalho de violão e guitarras se entrelaçando que soa perfeito. Uma bela faixa de abertura, que dá logo a melhor impressão possível, principalmente pelo conceito do refrão fácil.
Surpreendentemente chega “My Friend Evonne” com uma bateria programada, mantendo o violão e as guitarras, mas um ritmo onde o R&B pede passagem. Já “Just Gimmie Some Lovin´” é um hard rock de ritmo intenso, guitarras nervosas e uma energia que vai além dentro do disco, que prima por algo mais sublime. A música equilibra o jogo.
Uma balada folk rock, com direito a um órgão primordial, “Honey You’re a Fool To Cry” é daquele tipo que arranca suspiros. Na verdade, poucos artistas atuais sabem fazer balada com essa naturalidade, e Mick é um deles. Aliás, sua voz, que é natural e não cai em clichês, soa muito bem nesse tipo de canção.
Mantendo a pegada do soft rock, “Why Oh Why” é mais uma composição que chega com uma facilidade incrível de audição e pode conquistar todos os públicos. Começando o lado B do disco (na verdade a segunda metade no streaming), “What Are We Together For” traz Mick acompanhado por uma cantora, fazendo um dueto maravilhoso em uma faixa de melodia fácil e ritmo cativante.
“Goodbye My Love” chega com toques de bolero, mas sem abandonar a linda guitarra blues, soando como uma das faixas mais dançantes (à moda antiga) do álbum. “Everybody Needs a Place to Ride” é um folk mesclado com R&B, que acaba provando de vez a versatilidade de Mick, com sua batida moderna e guitarra limpa reverberada.
Chegando na reta final, Mick nos presenteia com mais um hard rock, sem deixar as linhas soft de lado. Mas, “Walking Down 5th Avenue” é uma música tão poderosa, que irá agradar aos fãs da música pesada. Basta ouvir seu riff e os solos sensacionais de guitarras. Um teclado bem sacado e a cozinha coesa complementam a faixa de refrão diferenciado.
Fechando essa beldade temos “This Is Where My Heart Belongs”, uma balada romântica, também inspirada pelo bolero, mas mantendo a camada soft rock que emoldura o disco, transcorrendo da melhor forma e não soando exatamente como um clichê de encerramento.
Mick J. Clark esperava que “Pole Position” fosse um disco ‘easy listening’, ou seja, em uma tradução livre, de fácil audição. Não tenha dúvidas de que seu objetivo fora alcançado, mas é bom ressaltar, que além disso, o trabalho é bem detalhado, bem tocado e equilibrado. Isso prova que coisas que chegam bem mastigadas aos ouvintes não precisa, necessariamente, serem de mau gosto e, muito menos, malfeitas. Ouça no melhor volume.
https://twitter.com/MickjclarkJ
https://open.spotify.com/artist/2AJWHKgZqSzehDP2yfDfBy
https://soundcloud.com/mickjclark/sets
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