Sua introspecção leva o ouvinte a ser capturado, de imediato, por uma energia melancólica e pegajosa densa. Não somente lacrimal, mas capaz de construir um senso que chega ao ponto de transpirar boas doses de desesperança e desalento, a faixa mergulha na exploração do violoncelo na ânsia de criar uma dramaticidade profundamente pungente.

Com um beat sincopado e levemente trepidante assumindo as vestes de uma bateria tradicional, a canção acaba ganhando noções de fluidez e compasso, enquanto a sua atmosfera vai evoluindo cada vez mais no que tange o sofrimento, o soturno e o lacrimal. De lirismo igualmente intimista, Into The Sea surpreende por escorregar em trechos de instrumental completo em que a dor é representada por texturas rasgantes e ásperas.

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