É interessante quando um artista define um som antes da gente ouvir e compreender isso de uma forma mais sucinta depois de apertar o play. Nem sempre concordamos, mas nunca é de forma pejorativa, às vezes até pelo fato do que proporcionam ser mais do que definem, até mesmo melhor e mais abrangente.

Cooper Mae costuma dizer que faz um pop coloquial “com uma sagacidade feminista afiada. Canções inteligentes e sarcásticas para mulheres que pensam demais”. Quanto ao teor sonoro dá pra compreender, porém vai muito além dessa simples definição. Já liricamente ela destila aquilo que propõe com ângulos de interpretação diversos.

Seu mais novo single, este ‘placeholder’, é mais que um pop comum, transitando por diversos outros estilos, onde acaba gerando uma abordagem bem própria e uma fórmula que define a identidade da artista. Tudo bem produzido, com timbres aveludados, o que acaba fazendo com que a composição soe na medida.

‘placeholder’, no final das contas, tem uma batida quase inspirada o hip-hop, mas que se mescla com o synthpop, enquanto sua melodia caminha facilmente pelas bases do R&B. A voz doce de Cooper, aliada ao fundo atmosférico, acaba flertando com o dream-pop, mostrando que não há fronteiras em sua sonoridade.

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