É difícil encontrar as palavras certas para descrever o que a canção fornece ao espectador. E um frescor delicado e densamente aromático com uma identidade juvenil bastante nostálgica. Sua mansidão, ofertada pela sutileza do violão, traz a fragilidade adolescente, mas com traços marcantes de ingenuidade. Contribuindo para essas percepções sensoriais estão uma guitarra introspectiva e uma bateria de pulsos precisos e lineares.

Em meio a esse ecossistema, se encontra uma voz feminina de nuances suavemente graves que dá vida às palavras de uma forma sentimental. Misturando aquelas mesmas inclinações de vulnerabilidade e adolescência expostas pelo instrumental introdutório, Tahani traz, em sua voz, essa mesma roupagem comportamental, o que, indiretamente, rememora o contexto sonoro-verbal de grande parte das composições do início dos anos 2000.

Explodindo em um refrão de sensos tão delicados que chegam a ser densamente frágeis, a canção combina ápices de extensões vocais por parte de Tahani, mas, também, uma camada entorpecente de sintetizador adornando toda a roupagem rítmico-melódica, enaltecendo, assim, a pureza, a ingenuidade e a imaturidade. Escrita sob o ponto de vista de um millenial britânico, 17 traz consigo grandes influências estético-estruturais de Avril Lavigne em seu paisagismo sônico, a tornando um produto contagiante, embriagante e completamente sedutora.

Mais informações:

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