É interessante perceber que, logo nos primeiros instantes da introdução, a canção já seja capaz de oferecer uma dramaticidade densa e pungente que, rapidamente, captura a atenção do espectador. Enquanto o piano e os violinos vão criando uma camada harmonia melódica consistente e precisa, a combinação de sons, que vai do veludo clássico a um embrionário grave, transmite uma experiência sensorial pautada no desconforto e na vulnerabilidade.

Não necessariamente que a canção transpire uma identidade sombria ou mesmo soturna, mas ela parece representar uma espécie de caos interior. O medo, a insegurança. O temor. E nesse sentido, ao mesmo tempo em que destaca, inclusive, um lampejo comportamental manipulável, o instrumental em andamento enaltece a delicadeza, encapsulando a dualidade comportamental de um indivíduo que ainda não atingiu a fase adulta.

Ainda assim, existe um consenso: a bondade. O indivíduo ao qual a canção representa é bom e, ainda, desprovido das maldades do mundo. Dos incentivos negativos. Na companhia de Irene Veneziano e no trio de violinistas Archimia, Richard Green faz de Just Different uma faixa que mergulha na temática da adolescência, explorando, nela, a sensação de estar deslocado em um mundo que não consegue os compreender. Eis o que torna a canção tocante e emocional.

Mais informações:

Spotify: https://open.spotify.com/intl-pt/artist/5ZMNSlmvEo9xyBSCK7yK1w

Facebook: https://www.facebook.com/profile.php

Soundcloud: https://soundcloud.com/riki-dosi

Bandcamp: https://richardgreenmusic.bandcamp.com/dashboard

Instagram: https://www.instagram.com/richardgreenofficial_/?hl=it

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *