Ela tem um quê soturno, introspectivo e um tanto sombrio na forma como explora a melodia introdutória. Rapidamente agraciada por uma linha lírica comandada por uma voz masculina rouca que dá à obra um ar ainda mais fabulesco, The Shame Of Tony Jackman traz consigo um storytelling penetrante que se combina com seu viés rítmico-melódico de nuances sombrias.

O violino introduz uma noção de suspense envolta em uma dramaticidade folkeada que beira a comoção. Mantendo a veia introspectiva da canção anterior, a canção se pauta em um minimalismo pungente capaz de enaltecer uma certa densidade envolta na pura tensão. The Ballad Of The Blood At Aughrim cresce em harmonia, mas mantém determinada linearidade em sua estrutura, sem, no entanto, interferir em sua energia penetrante.

A flauta doce, invariavelmente, é, aqui, o protagonista absoluto. Com seu dulçor e sua postura levemente borbulhante, ela faz com que a obra se transforme em um profundo produto folk. Mas não só. Conforme evolui em sua estrutura, ela passa a ser respaldada por nuances célticas que ganham o açúcar agudo trazido pelo timbre da vocalista que vive seu escopo lírico. The Storm I Choose, a partir daí, se torna contundente e viciante.

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