O som do saxofone, aqui, não vem estritamente com a intenção de criar e incentivar um senso inclinado à sensualidade. Ele vem, sim, como uma forma de oferecer vivacidade, diversão e um ânimo de extremo contágio que se fortalece com o auxílio das linhas rítmicas. O curioso é que, a partir da camada lírica onomatopeica proferida pelo vocalista, o espectador tem a clara percepção de estar se notando ouvindo trilha sonora de filmes como Mogli e O Rei Leão.

Conforme finalmente se desenvolve, a canção, em um primeiro momento, explora uma roupagem swingada nos moldes do reggae. Entre o torpor ofertado pelos backing vocals e uma energia estimulante que se forma no caminho do ápice sonoro-narrativo, The Tree Of Life também chega a ofertar ligeiras inclinações para com o rap, o que lhe confere novas e saudáveis noções de movimento.

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