É interessante, para dizer um mínimo. Afinal, em um primeiro momento, a composição dá ao ouvinte a percepção inicial de mergulhar em um contexto clássico em razão de sua sonoridade de caráter valsante e adocicado. Porém, conforme desenvolve a sua estrutura, a composição destaca a sua base rítmico-melódica pautada na cenografia sônica do bolero, o que, invariavelmente, despeja uma identidade curiosamente cubana pelo ambiente.

Delicada e inebriante em sua máxima essência, a faixa é capaz de preencher seu ecossistema com uma conjuntura de aromas florais que, facilmente, tiram o espectador do domínio de seu próprio estado de lucidez. No instante em que o escopo rítmico adere para si uma desenvoltura delicadamente pulsante, o espectador tem um elemento extra para se apoiar e, ao menos, tentar recobrar a consciência.

Com o auxílio da linha lírica, que ganha vida pouco depois, no entanto, essa tarefa fica um tanto mais dificultosa. Isso acontece porque o vocalista, com seu timbre de nuances adocicadas, dá vida a um lirismo capaz de incentivar a criatividade e a imaginação do espectador com seu estilo narrativo semelhante ao de contos de fadas e histórias infantis. 

A partir daí, um contexto sensorial inédito passa a perambular livremente pelo ecossistema da canção. A melancolia torna o aspecto sensorial em algo emotivo e sofrido a tal ponto que até chega a ser lacrimal. Ganhando, portanto, inclinações puramente dramáticas, The Crow é onde o Arn-Identified Flying Objects and Alien Friends explora a solidão e uma espécie de melancolia romântica que, ousadamente, cativa o espectador.

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