Ainda que seu início imediato tenha, de fato, inclinações para com o sombrio, rapidamente essa aparência obscura se esvai e dá lugar para algo que suscita a envolvência. De introdução desenvolvida a partir da valsa aveludada e aguda do violino, a faixa acaba crescendo de forma a exortar a sua natureza sedutora, aromática e, acima de tudo, romântica.

No instante em que o sintetizador chega a produzir um som psicodélico semelhante àquele que divide o pré-refrão do refrão em Mr. Crowley, single de Ozzy Osbourne, a canção mergulha em um universo sônico de natureza rítmica sincopada e de groove bem pontuado por um baixo de performance encorpada. De lirismo rappeado, mas fresco e viciante em razão da maneira com que as palavras que o moldam são proferidas, Pixel Throne ainda é marcada por uma base eurodance que, como o próprio nome sugere, incentiva o ouvinte a dançar.

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