Em um primeiro momento, curiosamente, a maneira com que a guitarra explora a sua distorção dá ao ouvinte a oportunidade de perceber certas nuances de semelhança para com aquela sonoridade inicial imediata de Take Me Out, single creditado ao Franz Ferdinand. No entanto, não demora para que a canção expresse suas inclinações para com o sombrio e o soturno.

Com direito a um baixo de linhas estridentes marcantes que são colocadas perante um devido destaque em meio à paisagem sônica, a canção se embebe com os aromas curiosamente psicodélicos e introspectivos extravasados pela simples, mas não menos consistente, levada rítmica moldada pela bateria. Liricamente guiada por uma voz feminina cujos detalhes do timbre sugerem inclinações para com o agudo e o fresco, a faixa é imersa em uma postura imponente, autoconfiante e rebelde.

Sombria em sua máxima essência, a faixa, quanto mais se desenvolve, mais expõe a sua natureza suja, estridente e propositadamente não lapidada. A partir dessa consequente crueza, Wild Side, muito além de reviver a energia do rock noventista, traz, como cerne de sua mensagem verbal, a sugestão da exploração de tudo aquilo que o rock n’ roll tem a oferecer. É justamente isso o que a torna uma obra excitante, selvagem e viciante.

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