Desde seu início imediato, a canção é marcada pela exploração de uma paisagem sônica tocante e dramática, muito em razão da adoção da valsa melodiosa e chorosa do violino. Ao mesmo tempo, porém, o sentimentalismo é muito bem sintetizado também pela maneira com que Norah Hendriks interpreta o enredo lírico. Com seu timbre agudo e equilibrado entre dulçor e rouquidão, a cantora consegue mostrar consciência, mesmo diante de um sofrimento inevitável.
De natureza postural introspectiva, a canção, de maneira surpreendente, vai assumindo contornos de empoderamento ao passo que Norah vai se impondo e ilustrando um comportamento que transpira, definitivamente, autoconfiança com traços de auto-valorização. Sonorizado por um pop de traços quase barrocos, HABITS traz um diálogo aberto sobre hábitos românticos ruins.
