Toby S. Reeves, idealizador do projeto Dark Matter Rhapsody, apresenta o segundo álbum de 2025, “The Doppelganger Trials”, uma obra versátil que explora mais de um estilo. A primeira faixa, “The Summons”, funciona como um prelúdio que descortina a peça de um espetáculo. Logo depois, as primeiras notas de virtuosismo destacam a canção “Echo Couriers”, uma música leve com duetos femininos e masculinos nos vocais. Essa sistemática entre vocalistas acontecerá por todo o álbum, pois é uma das identidades do projeto. A composição soturna como em “Voice Inside The Glass”, também é ponto alto neste trabalho.

Como falei, o Dark Matter Rhapsody é uma produção versatilizada da mente de Reeves. Além do rock gótico das primeiras músicas, também existe aqui canções como “Masks Are Mandatory”, influenciada por David Bowie, mas com alguns riffs pesados. Logo em seguida, “The Real Me Vanishes” traz o Dark Matter Rhapsody de volta à leveza com climas suaves e bastante melancolia. Andamento arrastado e uma forte sensação de conexão se encaixam aqui. Já “The Tribunal” parece mais uma peça teatral, uma ópera rock hipnotizante pelo alcance vocal e virtuosismo musical. Eis aqui um dos grandes momentos do álbum.
Uma das ideias de Reeves para este projeto é criar mundos distintos em suas composições. Por isso você consegue perceber tantas distinções entre as faixas. Em “Interogation Room Echoes”, por exemplo, as sensações se misturam como se realmente estivéssemos dentro de uma sala fechada e ecoante. Se interpretássemos este “The Doppelganger Trials” por algum estilo cinematográfico, encontraríamos aqui muito suspense e, em músicas como “Verdict In Shadows”, um interessante drama com toda pompa de Oscar. Na sequência, as orquestrações de “March of the Broken Self” anunciam um evento épico de dimensões espantosas. Esta faixa é do tipo que impede de respirar, arrancando espanto.
Há algumas canções como “Under Arrest (The Professional)” que, embora soem como baladas, trazem em sua essência um tempero hard rock. Um perfeito exemplo de linda melodia, performance vocal e belas nuances. Algumas influências de nomes como Genesis, Steven Wilson, Muse e Nine Inch Nails contribuem para algo tão fora da curva. Em outras músicas a produção invoca algo mais na linha techno, é o caso de “T.A.L.O.S. Wants a Word” com ritmo marcado no groove, além de elementos eletrônicos que chamam o ouvinte para dançar. Elementos de industrial também constam no álbum trazidos por “You Got This (Said the Machine)”.
Como toda grande obra onde os temas se interligam, há algumas faixas que servem apenas de ponte como “T.A.L.O.S. Manifesto”. Sua pequena mensagem deságua em “The Influencer (Thanks for Watching)”, uma execução de metal moderno. Essa música consegue atrair gerações com suas guitarras pesadas e melodias típicas do rock clássico. Além disso, a atmosfera eletrônica também está presente em cada segundo da canção, inserindo mais intensidade. Por falar nisso, “Stage Fright (Under Surveillance)” é uma das mais intensas do álbum. Com sua vibe jovem e sofisticada, a música percorre caminhos dentro do pop rock, mas também possui momentos introspectivos.
Estaria faltando alguma coisa que respirasse a new wave se não fosse por “The Compliance Report (Final Grade: Human)”, uma canção que começa com sintetizador robusto, mas logo se rende ao peso da guitarra. Essa combinação deu certo e empolga para valer. Sua sucessora é uma música de peso entre tantas outras que estão aqui, contudo, “Confront the Many” também tem lá a sua parcela de melodia e, entre um acorde e outro, um pouco de clima caótico para estabelecer o caos. Isso diverge totalmente com “Just Before the Static”, que é a música mais atmosférica e acalentadora de todo o álbum.

Aquela sensação épica está de volta em “Two Versions Left (Last Transmission)”, uma das últimas músicas do álbum possui orquestrações majestosas, teclados performáticos e uma belíssima interpretação vocal. Uma canção típica de obras de ficção científica, mas também pode ser a trilha sonora para os seus sonhos mais profundos. Depois disso, a viagem toma outro rumo com “Threshold Protocol”, uma execução elegante e arrojada com belas melodias e ótima sensação de poder e vitalidade. Do seu início até o final a sonoridade toma um caminho crescente e vertical. O final é guardado para o pequeno epitáfio “Dark Matter Rhapsody Compliant (Outro)”.
E assim, chega ao final essa grande obra cheia de encantos, mistérios e principalmente melodia. O Dark Matter Rhapsody pode não ser um nome estabelecido mundialmente, nem pudera, pois o seu primeiro lançamento, “The Color That Burned”, data de agosto de 2025. logo, em tão pouco tempo a campanha coletiva que resultou em dois álbuns e mais uma gama de singles, é algo extraordinário para uma única mente pensante. É por essa e outras que Toby S. Reeves e suaincansável atividade de criar, merecem destaque em uma cena cheia de novidades estourando em todas as direções. Mergulhe nesses mundos encantados cheios de esplendor e surrealismo.
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