Atlanta não é apenas o centro cultural da Geórgia, mas também um importante polo cosmopolita do Sul dos Estados Unidos. Como tal, abriga numerosos museus e atrações. Seu Centro de Artes Woodruff inclui o Alto Museu de Arte (1905) e uma escola de artes visuais, com instalações para apresentações de sua orquestra sinfônica e um teatro profissional residente, ambos com estreias de novas obras.

O Museu de História Natural Fernbank (1992) da cidade foi o primeiro, em 2001, a exibir um exemplar de O Argentinossauro, considerado o maior dinossauro do mundo, e o Aquário da Geórgia foram apresentados em Atlanta em 2005. Atlanta também possui galerias cooperativas administradas por pintores e escultores, além de um grupo ativo de cineastas.

Musicalmente, Atlanta possui uma próspera indústria musical e é considerada uma capital do hip-hop, incluindo o crunk, do R&B e seu subgênero neo-soul, e da música gospel – além de uma cena indie-rock e de música ao vivo vibrante. A música clássica, o country e o blues têm sido historicamente bem representados. Das décadas de 1920 a 1950, a cidade foi um importante centro da música country.

E onde há cultura, há talentos, não tenha dúvidas. Da Geórgia quem vem Avaraj, uma artista eclética, que consegue investir em sonoridades bem exploradas e soar única, além de ser versátil sem perder suas características. Isso pode ser conferido em seu mais novo álbum, “The Crumbe”, que acaba de sair do forno.

O disco é uma exploração musical que nasceu da dor e da resiliência. Escrito durante um período turbulento marcado pelo fim de um casamento devido a abortos espontâneos, mergulha em temas como perda, luto e a luta para navegar sozinha pela turbulência emocional. Mas tudo com um equilíbrio impressionante e sem cair no pieguismo.

“The Crumble” mostra Avaraj firme em suas convicções não só nas letras, mas também na sonoridade, investindo em sons que passam pelo, trilham os caminhos do R&B e não dispensa arranjos típicos do hip-hop. Tudo sem fechar o leque, trazendo doses mais homeopáticas de rock, synthpop, entre outros.

Fato é que seu som se encaixa no contexto de pop pela abrangência. Com as sessões de gravação realizadas no estúdio caseiro da artista, o trabalho traz uma sonoridade bem maturada, orgânica e que casa perfeitamente com a proposta, deixando tudo bem lapidado e nítido na medida. Em 10 faixas objetivas, ela consegue transitar por todos os gêneros mencionados da forma mais natural possível.

O disco começa com “Romance”, uma faixa de início brando, mas do qual Avaraj entrega vocais sucintos e imponentes, mesmo traçando linhas mais dramáticas. Ela com bases atmosféricas, a faixa traz batida inspirada no hip-hop e contexto R&B, abrindo o disco categoria.

O piano belíssimo na introdução parece nos remeter a algo mais dramático do que é entregue, mas “Two Lines”, que tem um dos refrãos mais pegajosos do disco, é uma música mais centrada, mesclando sofisticação com um hip-hop old school. Enquanto isso, “Influences” traz uma pegada mais atmosférica e um drama mais intenso, com direito a um violão discreto e fundamental para complementar os arranjos, além de cordas eruditas para deixar tudo mais intenso e profundo!

A faixa título chega dando uma variada brusca, deixando de lado as referências mais claras do hip-hop e R&B e se enveredando de vez para um pop rock atemporal, mas com claras referências dos anos 90. A música tem bateria dinâmica, acompanhada por um baixo correto, guitarras propícias e teclados que fazem um fundo essencial. E não pense que Avaraj mudou seu estilo de cantar. Mesmo atentando-se a mais melodias, ela consegue manter sua personalidade.

“Winter Blues” marca o retorno a uma pegada mais hip-hop e tudo com arranjos mais sisudos, bebendo na fonte do rap de vanguarda, provando que, além de tudo, ela tem conhecimento de causa. “What Could’ve Been” traz o contexto pop de volta, mas mesclado com o groove do R&B, leve tempero hip-hop e a inserção de um sax que ajuda a deixar o refrão mais vibrante.

“Perfect Storm” chega para mostrar Avaraj atualizada, com um rap consistente e doses claras de trap, mas sem cair nas armadilhas de melodias infantis, pelo contrário, a música tem batida forte e sintetizadores tensos.

Falando em intensidade e beleza, “In My Dreams”, com seu leve ar soturno, carrega nesses sentimentos, sendo numa bela e reflexiva faixa, com seu contexto inspirado no R&B. O contraste fica com a brilhante “Imaginations”, um trap belíssimo e de sintetizadores cintilantes, restando apenas o clima reflexivo e a cadência na medida.

O final é uma versão demo de “Perfect Weekend”, que é um pop melodioso e com a energia na medida, nem tendo cara de fechamento, muito menos de demo, tamanha a qualidade e boa produção. Sem dúvidas, com “The Crumble”, Avaraj dá mais um grande passo em sua carreira. Ouça no melhor volume e seja feliz.

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