A sonoridade que rege a paisagem sônica introdutória leva o ouvinte para um contexto que mistura o denso, o tenso e o sombrio. Estimulados por uma inclinação sintética aguda e levemente adocicada, esses sensos se apresentam em meio a uma crueza estruturalmente embriagante que se percebe, essencial e especialmente, perante a estrutura rítmica.

Rapidamente, porém, o torpor toma as rédeas a partir de um teclado de notas doces e postura introspectivamente esotérica. Se valendo de uma vulnerabilidade tocante, a faixa ganha pulsos uníssonos com o riff da guitarra assim que os versos líricos começam a ser vividos por uma voz masculina de caráter amorfinante. Inquestionavelmente dramática, Ache se mostra um belo sinal de retorno do Highroad No. 28.

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