É difícil não se embriagar com as brisas psicodélicas ofertadas pelo sintetizador desde o nascimento imediato da composição. Curiosamente, porém, o que acontece é uma transformação rápida em sua sensorialidade. Afinal, assim que o verso lírico começa a ser construído, a faixa é tomada por uma postura densa e dramática muito motivada pela interpretação verbal assumida por Isaiah Irahkiev e seu timbre grave.

De cadência sincopada e embebida em rimas como uma forma de atrair mais facilmente o ouvinte para com o enredo em construção, o rapper se vê em meio a chimbais trepidantes e pulsos rítmicos sem a utilização de subgraves. Entorpecente, de certa forma, Joyner Lucas ainda é abraçada por um clima sombrio bastante pegajoso.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *