A introdução da composição surpreende pelo fato de ela ser estruturada diante da interação denotativamente sincrônica das guitarras. Como um verdadeiro espelho, ambas se desenvolvem explorando a mesma sonoridade: aguda, sensual, fresca e açucarada. Porém, assim que a bateria entra em cena por meio de um golpe certeiro na caixa, a canção mergulha em um momento de fluidez estrutural.
Ganhando movimento e ligeiras nuances de sujeira, a faixa, enquanto mantém seu instrumental em exercício, permite que as linhas líricas comecem a ganhar vida. Perante a voz masculina ligeiramente aguda do vocalista, a faixa, curiosamente, se vê em meio a uma mistura de romance e drama. Um amor platônico, para ser mais exato. Jezebel é uma obra dramática que narra os poderes de uma garota perante o indivíduo que, por ela, é apaixonado.




