Blunt Blade traz mais brilhantismo em seu novo álbum “Forgiveness”

Antes de atingir a maior idade, Blunt Blade, um artista musical de Minnesota (EUA) já sabia tocar vários instrumentos, tais como piano, guitarra, baixo e bateria. Ou seja, o cara tem bagagem suficiente para formar uma ‘one-mam band’ sem compartilhar as suas ideias com mais ninguém. Não demoraria muito até Blade iniciar um projeto solo com o seu nome, assim o primeiro álbum – autointitulado – virou realidade em 2022. Sempre com olhar frontal, o cantor e multi-instrumentista seguiu em frente com a sua carreira solo e, neste momento, entrega aos fãs de pop, rock e música alternativa o seu segundo ‘full length’ chamado “Forgiveness”.

As influências de Blunt Blade são as mais ecléticas possíveis. Entre seu pacote de referências estão nomes como Frank Zappa, Talking Heads, Iron Maiden, Dream Theater, Miles Davis, Radiohead e o que você puder encontrar mais ouvindo músicas como “Sprawling”. Essa canção que abre o novo álbum revela, primeiramente, o lado mais pesado do cantor com um pouco de imersão à melancolia embalada por riffs pesados e vocais melódicos. A partir deste ponto você já pode ficar ciente de que esses climas serão os carros-chefes desse trabalho, ou seja, o virtuosismo de Blade está sempre ligado à introspecção.

Como o estilo do músico é bastante variado, então será normal você encontrar elementos da música eletrônica, como em “Justified”, transitando entre riffs de heavy metal. Na execução dessa música, Blunt casou com harmonia a atmosférica gótica dos teclados à distorção suja da guitarra, resultando em um verdadeiro baile de “A Bela e a Fera”. O entrelaçamento entre esses dois universos já deram ao mundo algumas vertentes como a música industrial e o nu metal, pegando por um aspecto mais contemporâneo. Em “Justified” a colocação pega mais para o lado da dark music referenciada pelos idos da antiga new wave.

Assim como o primeiro álbum, “Forgiveness” também foi gravado em um estúdio de Winona, Minnesota, porém a sua mixagem e masterização foram trabalhadas em nada mais, nada menos que Abbey Road Studios, o lendário estúdio de Londres (ING). Para repetir a produção perfeita do ‘debut’, Blunt Blade trouxe novamente o produtor Aaron Ruppert. Ao escutarmos músicas como “Helpless” percebemos que a máxima que diz que time que está ganhando não se muda, aqui faz o maior sentido. Com uma sonoridade esfumaçada e equilíbrio de volume entre instrumental, arranjos e voz, o álbum segue uma linearidade aconchegante aos nossos ouvidos.

É o que acontece também com “Hindrance”, até aqui a música mais soturna dessa obra. O seu clima sombrio e introspectivo chega aos nossos ouvidos com o carisma de um elemento sobrenatural. Ao se deixar envolver pelas ondas de efeitos geradas pelo sintetizador e guitarra, você adentra em um mundo escuro impalpável e volátil. O único toque de despertar, se você conseguir, está na batida infinita dos pratos que, à distância, marca o tempo do seu transe. Musicalmente, “Hindrance”, pelo que podemos sentir, é um meio termo entre Depeche Mode e Type O Negative, pois existe beleza soberba nas ambientações meio vampirísticas e graves profundos na voz de Blunt.

Quando um cantor das dimensões artísticas de Blunt Blade surge, a esperança de ver um cenário musical renovado com qualidade aumenta. Blunt é uma pessoa que não mede criatividade para introduzir em suas composições elementos do rock’n’roll e até de música clássica. Por aqui, canções como “The Journey to Hope / Esperanza” fazem um papel extraordinário ao explorar mais uma veia progressiva. Além desse fato, em seus mais de cinco minutos de duração a música traz um pouco de liberdade em sua pegada mais aberta, embora a guitarra mantenha seus riffs saturados.

De maneira idêntica, “Careless Acts” também traz essa pegada mais livre lembrando em parte referências de nomes como Genesis no lado mais clássico e Erasure na parte mais eletrônica. Isso buga a sua mente? Então compreenderá melhor quando você colocar o álbum para ouvir e remeter-se a todas as memórias afetivas que ele nos destrava, mesmo sendo um lançamento quentinho. Todos os seus temas de tragédia e outros mais despretensiosos são como gatilhos na nossa mente. Se você possui um histórico de vida recheado, com certeza esse disco, para você, será a concha que mexe o caldeirão. Mas se você é muito novo, vai querer brindar a experiência de ouvir este “Forgiveness”.

Aliás, é a música título que encerra o álbum com seus épicos mais de dez minutos de duração. Aqui você tem que estar preparado para ouvir o salto máximo da melodia de Blunt, ao mesmo tempo em que flutua em uma atmosfera sedosa, cuja textura se desmancha em seus ouvidos. Depois desse “Forgiveness” não sei o que Blunt Blade poderá apresentar no futuro, pois aqui ele já mostra um estoque infinito de virtuose, técnica e domínio harmônico. Além disso, o cara ainda manja muito de peso e mais coisas que confortam corações de velhos rockeiros como este que vos escreve.

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