A introspecção e o minimalismo se fundem em uma atmosfera de profundo sentimentalismo. Graças à maneira com que Janosz Prelicz emprega seu tom agudo, a faixa, inclusive, é adornada por rompantes cheios de uma ternura melancólica. De delicadeza lexicalmente frágil, a faixa engata em uma surpreendente crescente que leva o espectador a viver o máximo de pungência e dramaticidade.

Saindo brevemente do dueto sonoro estipulado entre voz e violão, Wish passa a contar com as valsas sensíveis e esvoaçantes do violino. O instrumento, possuinte de uma sonoridade particular, consegue capturar com exatidão o conteúdo lírico de forma a soar lacrimal e intrinsecamente sofrido.

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