Sua introdução é regida por uma atmosfera dançante, eletrônica, noturna e urbana. De repente, em um súbito, o que parecia ser um embrionário EDM se transforma em um dramático e pungente metalcore. Pulsante, soturno e visceral, esse recorte melódico funciona como uma ponte para uma divisão rappeada, a qual dá vida ao primeiro verso e, portanto, ao enredo lírico.
Sob essa diretriz, os versos de ar são dominados por um vocal limpo, cadenciado e sincopado, enquanto o refrão explode em um universo rascante, intenso, visceral e lancinante. Tal performance é alcançada graças à simetria afiada existente entre Kevin Tiah e o convidado Kev Hannibal. Eles fazem com que CODE seja uma perfeita mescla de ritmo com melodias que não se amedrontam no contexto da experimentação e da fusão de gêneros musicais, lhe configurando como um produto de vanguarda.
